Com o mesmo pretexto de "vamos ver no que vai dar", fui ver o "Lua Nova" no dia de estréia. Não vou comentar que comprei o ingresso duas semanas antes e que o cinema tava tão cheio que entrei na sala uma hora antes da sessão e não consegui um dos melhores lugares. O dramalhão do romance da emo com o vegan é elevado à vigésima potência, agora que ela percebe que vai envelhecer e ele vai ficar Robert Pattinson para sempre. Acontece que a nossa bela dama é abandonada pelo vampiro e entra em depressão, até encontrar com o peitoral e com a amizade do menino-lobo Jacob (Taylor Lautner).
Detesto filme que força a sua emoção. Sabe aquela cena do "Titanic" em que o Jack morre congelado quando está agarrado na porta em que a Rose está boiando? É ela gritar "Jack?" e "My heart will go on" começar a tocar para você começar, inevitavelmente, a chorar? Pois é. Em "Lua Nova", a emoção é totalmente forçada. Você TEM que chorar quando a Bella é largada e quando ela volta para os braços branquelos do nosso herói, senão a diversão fica incompleta. Eles querem que você chore, então vá esperando o "momento lencinho". Os efeitos especiais também são de chorar, assim como a atuação dos protagonistas, que constantemente beiram o caricato. Mas, a trilha continua boa, apesar de ser mais dramática que a do primeiro filme, e é ainda um ponto positivo para se acompanhar a série.
"Lua Nova" e "Crepúsculo" são filmes de entreterimento e só. Não vá esperando qualidade de roteiro, de atuação e tudo mais, porque o filme não foi feito com o intuito de "fazer escola". Não sou de mandar as pessoas fugirem de filmes, mas, nesse caso, abro uma brexa: assista o primeiro filme para dizer que assistiu e só veja "Lua Nova" para rir ou chorar (devido aos defeitos, é claro).





